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 <title>Musica Discreta</title>
 <pubDate>2006-05-16 00:00:00</pubDate>
 <link>http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</link>
 <description>RADIO ART &amp; SOUNDSCAPES - Um jardim sonoro onde cultivo espécimes raros e algo exóticos. Um espaço musical fecundo, aberto à visitação e pronto a receber novas colaborações. Aqui você encontra rádio arte, avant-garde, minimalismo, paisagens sonoras e silêncio.

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POR FAVOR, DEIXE SEUS COMENTÁRIOS OU SUGESTÕES.

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If you are an english listener don´t worry. You can enjoy our music. Leave your comments here or e-mail us at robertodugo@uol.com.br</description>
 <language>pt</language>
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 <title>KASHMIR - Led Zeppelin | Jaz Coleman</title>
 <pubDate>2007-09-30 00:00:00</pubDate>
 <description>LED ZEPPELIN SINFÔNICO - Versão orquestral de alguns dos principais temas da legendária banda inglesa de rock  LED ZEPPELIN. Arranjos e orquestração: JAZ COLEMAN. Produzido por: Jaz Coleman e Youth. ORQUESTRA FILARMÔNICA DE LONDRES, dirigida por PETER SCHOLES. CD lançado em 1997 pelo selo POINT MUSIC. (Nesta edição, vinhetas c/ a voz de Fernando Uzeda, sobre a música &quot;Variações para uma porta e um suspiro&quot;, de P. Henry) Mais informações sobre o CD SYMPHONIC LED ZEPPELIN: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>INTERLÚDIO CINEMATOGRÁFICO - Gabriel Yared</title>
 <pubDate>2007-09-29 00:00:00</pubDate>
 <description>BETTY BLUE E OUTRAS TRILHAS [ CINEMA E BALÉ ] - Nesta edição, trago a música de balé de GABRIEL YARED (1949), um dos mais premiados compositores de trilhas da atualidade. Desde os anos 80, Yared tem assinado algumas das trilhas mais sedutoras do cinema europeu e norte-americano. Sua música pode ser ouvida em filmes tão diferentes como BETTY BLUE (Dir.: Beineix, 1986) e O PACIENTE INGLÊS (Dir.: Minghella, 1996), com o qual recebeu a estatueta dourada. Alguns outros filmes musicados por Yared: O Talentoso Ripley (1999), Cidade dos Anjos (1998), O Amante (1991), Vincent &amp; Theo (1990), Tia Danielle (1990) e o delicado Camille Claudel (1988). No total, são mais 70 partituras.

Mais do que no cinema, Yared parece realizar-se artisticamente compondo para balés. Vamos ouvir, a música que Gabriel Yared criou em 1987 para o espetáculo de dança SHAMROCK, da coreógrafa americana CAROLYN CARLSON. Temos aqui um Yared preocupado não apenas com a criação de atmosferas sugestivas, mas também com a plasticidade; com o gesto e a exploração de novos timbres e texturas.</description>
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 <title>THE SOUND OF A VOICE - Philip Glass | Wu Man | David Henry Hwang</title>
 <pubDate>2007-09-27 00:00:00</pubDate>
 <description>O SILÊNCIO E O SOM DE UMA VOZ - O compositor Philip Glass escreveu até o momento poucas obras verdadeiramente silenciosas. Algo, porém, desse gesto silêncioso inaugural foi resgatado pelo compositor em sua ópera de câmara The Sound of a Voice de 2003. 

The Sound of a Voice é formada por duas pequenas óperas nas quais os sonhos e as fantasias de um velho escritor japonês e de um samurai são apresentados de maneira intimista e delicada. 

A música para essa alegoria existencial é escrita para um conjunto pouco comum, que combina com sutileza instrumentos ocidentais e asiáticos, incluindo muita percussão.

Nesta edição, ouviremos uma suíte instrumental extraída dessa ópera, com solo de pipa a cargo da virtuose chinesa Wu Man. Pipa é uma espécie de alaúde chinês de quatro cordas, tocado verticalmente.
+ http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>TAMBORES DE ÁGUA - Pigmeus Baka</title>
 <pubDate>2007-09-21 00:00:00</pubDate>
 <description>BRINCANDO NA ÁGUA: UM JOGO ENTRE O MELÓDICO E O RÍTMICO [ Polifonias vocais e Polirritmias dos PIGMEUS BAKA ] - Para os Pigmeus Baka, que habitam as florestas tropicais de Camarões, do Gabão e do Congo, a música é uma metáfora da vida. Ela está presente em quase todas as ocasiões, dos rituais de cura aos de iniciação, das canções de caça aos jogos coletivos, do nascimento à morte. O dia-a-dia desses nômades da África Central é sempre acompanhado por eventos e atitudes musicais.

Uma das manifestações artísticas mais fascinantes dos Pigmeus Baka (Camarões) é o Tambor de Água. Um jogo em que mulheres e meninas literalmente “tocam o rio”. 

Elas entram no rio até a cintura,  e com as mãos golpeiam a superfície da água. Cada uma delas toca um padrão rítmico diferente.  Juntos eles formam uma textura rítmica sincopada mais complexa. 

É uma grande diversão, uma brincadeira que nos ensina muito sobre as raízes da cultura.  PAISAGEM SONORA.  SOUDSCAPE.

 + http://musicadiscreta.blog.com.br @@@ + http://www.maurocampagnoli.com/baka/</description>
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 <title>AUTOMATIC WRITING [ REEDITADO ] - Robert Ashley | Alvin Curran</title>
 <pubDate>2007-09-17 00:00:00</pubDate>
 <description>ESCRITA AUTOMÁTICA [ EDIÇÃO SILENCIOSA ] - Versão (quase) sem palavras. Duas composições experimentais dos anos 70: &quot;Automatic Writing&quot;, de Robert Ashley (1979), e &quot;Canti Illuminati&quot;, de Alvin Curran (1978). Dois PIONEIROS DA MÚSICA ELETRÔNICA. Oralidade e Paisagem Sonora. Fragmentos publicados na coleção de CDs  &quot;OHM - THE EARLY GURUS OF ELECTRONIC MUSIC&quot;. Foto: Não, não é o Wilson Sukorski! Trata-se de outro talentoso compositor-performer: o americano Alvin Curran  @@@  + informações: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br
OUÇA TAMBÉM NESTA PÁGINA: &quot;My Name is Oona&quot;, &quot;O Estranho no Ninho&quot;, e a versão comentada deste programa &quot;Escrita Automática&quot;.</description>
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 <title>MÉXICO PRÉ-HISPÂNICO - Jorge Reyes</title>
 <pubDate>2007-09-14 00:00:00</pubDate>
 <description>XAMANISMO - MÉXICO [ PRÉ-HISPÂNICO | EL COSTUMBRE ] - O performer mexicano JORGE REYES desenvolve um trabalho de pesquisa musical inspirado nas civilizações pré-colombianas da MESOAMÉRICA. Em discos e apresentações ao vivo, ele combina instrumentos indígenas e seu próprio corpo num diálogo com a tecnologia eletrônica. 

REYES faz uma recriação muito particular das culturas MAIA e ASTECA. Como num sonho, ele evoca imagens vivas e coloridas a partir do silêncio que cerca os monumentos encobertos pela floresta. Paisagens sonoras imaginárias. ETNOMUSICOLOGIA e ROCK PROGRESSIVO. PERCUSSÃO CORPORAL.</description>
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 <title>ESCRITA AUTOMÁTICA - Robert Ashley | Alvin Curran</title>
 <pubDate>2007-09-11 00:00:00</pubDate>
 <description>SEGREDOS ELETRÔNICOS [ AUTOMATIC WRITING &amp; CANTI ILLUMINATI ]. Nesta edição, duas composições experimentais dos anos 70. Música ambiental criada por meio de manipulações eletronicas. Fonética. Psicoacústica. ASHLEY trabalha com a linguagem falada, focado na construção de um &quot;discurso involuntário&quot;. Busca os ritmos da oralidade a partir do registro de pensamentos espontâneos. Compõe &quot;óperas&quot; com o microfone (e com a câmera de vídeo). CURRAN é um compositor-performer dedicado a criação de paisagens sonoras híbridas. Trabalha com gravações e manipulações eletrônicas em tempo real, além de tocar instrumentos de sopro e sintetizadores. Usa a própria voz em estranhas vocalizações. Um lírico da música experimental. Foto de Man Ray: &quot;Hand on lips&quot; (1929).</description>
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 <title>PSYCHE ROCK - Pierre Henry | Michel Colombier</title>
 <pubDate>2007-08-27 00:00:00</pubDate>
 <description>A GENEALOGIA DO TECHNO, ELECTRO... - Poderia ser a trilha de &quot;AUSTIN 
POWERS&quot;, mas é a música para um bailado de MAURICE BEJART. Escatologia eletrônica embalada em rock and roll dos anos 60.

O compositor francês Pierre Henry é co-autor da “Sinfonia para um Homem Só” (1950), uma das obras inaugurais da chamada “música concreta”. É música feita de sons e ruídos pré-gravados, uma arte inventada por outro Pierre, seu compatriota, o grande Pierre Schaeffer (1910 – 1995).

Tanto a música concreta francesa quanto a música eletrônica alemã nasceram em estúdios de rádio. Nada mais justo então do que difundi-las nesta reencarnação cibernética do rádio que é também o podcast.

Nesta edição, ouviremos  a psicodelia eletrônica da “Missa para o tempo presente”, criada em 1967 para um balé de Maurice Bejart (1927 -).

Assim como a “Sinfonia para um Homem só”, essa também é uma obra criada a 4 mãos: a parte eletrônica esteve a cargo de Pierre Henry; os arranjos e as “levadas” de rock psicodélico foram criados  pelo já falecido compositor e arranjador Michel Colombier (1939 – 2004). 
Mais - www.musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>TYGER! TYGER! (REVISTO) - William Blake | Bill Douglas | John Taverner</title>
 <pubDate>2007-07-11 00:00:00</pubDate>
 <description>O CORDEIRO E O TYGRE [ POESIA INCOMUM | MÚSICA TRADICIONAL ] - Nesta edição, &quot;Canções da Inocência e da Experiência&quot;,  do poeta e visiorário inglês WILLIAM BLAKE (1757 - 1827). Música de BILL DOUGLAS e JOHN TAVERNER.
Traduções de THE LAMB (O CORDEIRO), THE TYGER (O TIGRE) e de outros poemas, por Augusto de Campos, Paulo Vizioli, José Paulo Paes, Gilberto Sorbini e Weimar de Carvalho. Trilha incidental na leitura de &quot;O Tygre&quot;: ZOOPHONIA, de MICHAEL FAHRES (1995).

SAIBA MAIS:  http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>NAQOYQATSI - Philip Glass | Yo-Yo Ma | Godfrey Reggio</title>
 <pubDate>2007-06-18 00:00:00</pubDate>
 <description>ENCONTRO DE PHILIP GLASS &amp; YO-YO MA [ Edição sem palavras ].

Trilha-sonora. &quot;Um dos poucos momentos realmente orgânicos de NAQOYQATSI (2002), em termos de articulação audiovisual, mostra exercícios de atletas olímpicos: movimentos de gisnastas capturados e manipulados com um enfoque plástico, heróico/militar, quase fascista. Há aqui música, carregada de dramaticidade operística e imbuída de uma verve hard rock. Ao evocar o sacrifício inerente à superação dos limites físicos, a seqüência devolve às esferas míticas o mundo da competição esportiva – isso graças à atmosfera criada pelos lancinantes solos de cello escritos para Yo-Yo Ma: “Massman”, verdadeiro movimento de concerto para violoncelo e orquestra e ponto alto da participação do instrumentista sino-americano na criação de Glass e Reggio&quot;.

LEIA MAIS em: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>1996 - Ryuichi Sakamoto (revisto)</title>
 <pubDate>2007-06-09 00:00:00</pubDate>
 <description>ANTES DO OUTONO ACABAR [ Una quasi fantasia ] Tarde de outono, 1996.  Ryuichi Sakamoto recebe em seu estúdio o cellista brasileiro Jacques Morelenbaum. O reflexo do sol tinge as teclas do piano  silêncio grávido de som. Chega o violinista e, olhos fechados, os três músicos atacam um Trio. Piano, cello e violino  apenas o essencial. 1996: Sakamoto grava um CD intimista com versões camerísticas de alguns de seus temas mais bonitos: &quot;MERRY CHRISTMAS MR. LAWRENCE&quot; | &quot;O ÚLTIMO IMPERADOR&quot; | &quot;O CÉU QUE NOS PROTEJE&quot;| &quot;DE SALTO ALTO&quot; | &quot;O MORRO DOS VENTOS UIVANTES&quot;.</description>
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 <title>FILM MUSIC - Mark Isham</title>
 <pubDate>2007-06-03 00:00:00</pubDate>
 <description>TRILHAS SONORAS - [ VIAGEM DE INVERNO ] Paisagens musicais de Mark Isham (NY, 1951),  tompetista americano, pioneiro da música eletrônica dos anos 80 e um dos melhores compositores de trilhas sonoras da atualidade (assina a música de “Crash”, entre outras tantas trilhas).

SetList:

“Mrs. Soffel”  (1984) | “The Times of Harvey Milk” (1983) | “Never Cry Wolf” (1983). 

Composições atmosféricas marcadamente influenciadas por gestos minimalistas.

Em 1999, Isham gravou um álbum dedicado a Miles Davis. O CD chama-se “Miles Remembered – The Silent Way Project”: um tributo aos experimentos eletrificados do ícone do jazz fusion (Columbia Records – 1999). Vale a pena conferir!

Mais informações, acesse o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>CATAVENTO - Philip Glass</title>
 <pubDate>2007-05-17 00:00:00</pubDate>
 <description>PRIMEIRO ANIVERSÁRIO - Edição Comemorativa: um ano de &quot;Música Discreta&quot; na web!
Como trilha sonora, escolhi uma simples melodia de Philip Glass, em duas versões camerísticas: &quot;Love Divided By&quot;, para flauta e piano, e &quot;Windcatcher&quot;, para quarteto de saxofones.
Foto: Phil Glass segurando página da partitura de &quot;Einstein on the Beach&quot; (1976). Disponível no site oficial do compositor www.philipglass.com</description>
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 <title>MY FAVORITE THINGS - Roberto D Ugo Jr</title>
 <pubDate>2007-05-05 00:00:00</pubDate>
 <description>MÚSICA DISCRETA VAI ÀS COMPRAS - Confira esta Edição Experimental gravada na véspera do Dia do Trabalho. Uma exploração doméstica dos limites e convenções da linguagem radiofônica. Rádio livre ou fetichismo digital? Serendipities musicais e humanas: um setlist desviante apresentado em meio à Paisagem Sonora de um grande supermercado da capital paulista: guinchos metálicos, doce crepitar de polipropilenos. Cricrilar de caixas registradoras, esbarrões aqui e ali. Um gesto perdido de gentileza e uma desvairada corrida de carrinhos metálicos. Música como mercadoria. SOUNDSCAPES. Na seqüência: John Coltrane | Michael Nyman | Wim Mertens | Sigur Rós | Laurie Anderson | Bjork | Radiohead | The Velvet Underground.

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Arte =  José Geraldo Martins  in  http://zegeraldo.free.fr/</description>
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 <title>SPILLANE - John Zorn</title>
 <pubDate>2007-04-14 00:00:00</pubDate>
 <description>PAISAGEM SONORA DE UM FILME NOIR - SPILLANE: John Zorn (1987). [...] &quot;Por volta da época de 'Shuffle Boil' (seu tributo a Thelonious Monk), John Zorn começou a compor na maneira que ele chamou filecard composition. Com esse método, ele começava fazendo listas de impressões, idéias, e retalhos de som, algumas das quais eram depois transferidas para fichas como eventos individuais.  Da mesma forma, em 'Spillane' (seu tributo a Mickey Spillane, o autor das séries do detetive Mike Hammer dos anos 50), por exemplo, essas fichas, uma vez escolhidas e arranjadas de maneira apropriada, tornam-se a própria partitura. Zorn então leva essa partitura-fichário, juntamente com os músicos especificamente escolhidos por ele, para o estúdio de gravação, onde ele lentamente constrói a peça, seção por seção.&quot; (Trecho de TALKING MUSIC, de William Duckworth).

Para mais informações sobre John Zorn e &quot;Spillane&quot;, visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>OUT OF THE RUINS - Michael Nyman</title>
 <pubDate>2007-04-06 00:00:00</pubDate>
 <description>OUT OF THE RUINS [ MORTE E RENASCIMENTO ] - No final de 1989, Michael Nyman recebeu um convite da cineasta polonesa Agnieska Piotrowska para compor uma peça vocal para um documentário da BBC. O filme &quot;Out of the Ruins&quot; mostrava como os armênios estavam superando os terríveis efeitos do terremoto que assolara o país no ano anterior. 

O tremor de 6.9 graus na escala Richter matou mais de 20.000 pessoas destruindo um terço do potencial industrial da Armênia, então uma das repúblicas da União Soviética.

Escrita para coro a 7 vozes, a música de Nyman é um poderoso e comovente memorial dedicado às vítimas desta tragédia. O texto foi extraído do “Livro das Lamentações”, do poeta e místico armênio do século 10, Grigor Narekatsi ou, como também é conhecido, São Gregório de Narek.
Quando aceitou escrever essa música, Nyman não poderia imaginar o profundo impacto que o processo de composição e gravação teria sobre ele.  

“Out of the Ruins” foi gravada durante a madrugada, pelo coro da Igreja Echmiadzin, uma construção do século 4 situada a uma hora de carro da capital Erevan.
Confira a letra de &quot;Out of The Ruins&quot; no blog: http://musicaidscreta.blog.uol.com.br
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 <title>PRESSÁGIOS (2007) - Eduardo Agni</title>
 <pubDate>2007-03-31 00:00:00</pubDate>
 <description>O NOVO GESTO MUSICAL DE EDUARDO AGNI [ Guitar Tapping - Instrumental muito além da MPB, da Bossa Nova e do Jazz] - Fruto de descobertas de linguagem, de corajosas experimentações e de amálgamas étnicos muito particulares, a música de Eduardo Agni possui um estilo inconfundível. 

Com virtuosismo e natural senso dramático, o músico paulista põe a funcionar uma delicada engrenagem sonora, formada de pequenos motivos melódicos que se repetem e pulsam em intrincadas sobreposições. 
&quot;Presságios&quot; (2007), seu quarto CD, é a síntese madura de uma trajetória como instrumentista e autor de música para dança, teatro, cinema e TV. É música cosmopolita que nasce de embates criativos entre o som e o ruído, entre o gesto e a observação, entre o moderno e o arcaico. 
Excelentes músicos convidados contribuem para materializar o rigoroso projeto estético deste CD. Mas é Villa-Lobos o padroeiro das experimentações em Presságios – uma seqüência orgânica de canções e danças populares transfiguradas pelo gênio inventivo do violonista. É possível perceber aqui uma nova vitalidade harmônica, além de uma instrumentação mais arejada – um presságio de outras belas músicas ainda por vir.</description>
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 <title>CIBERNÉTICA - Kraftwerk | Laurie Anderson | Philip Glass</title>
 <pubDate>2007-03-24 00:00:00</pubDate>
 <description>A FRIA POESIA DAS MÁQUINAS E DOS SISTEMAS - Set List livremente inspirado na cibernética de Norbert Wiener.
&quot;Hall of Mirrors&quot; - Kraftwerk (1977);
&quot;O Superman&quot; - Laurie Anderson (1980); &quot;North Star&quot; - Philip Glass (1977).
Bateria eletrônica, Vocoder, Órgãos Hammond, Farfisa e Sintetizador Arp. Robots, Secretárias Eletrônicas, Madrigais Cibernéticos.</description>
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 <title>BECKETT [ Peça Radiofônica ] - Roberto D Ugo | Samuel Beckett | Marshall Mcluhan</title>
 <pubDate>2007-03-09 00:00:00</pubDate>
 <description>O INOMINÁVEL: INTERFACE - PEÇA RADIOFÔNICA. VERBORRAGIA. AGONIA DO RÁDIO. Nesta edição, apresento “Interface”,  peça realizada em 1995 na Cultura FM de São Paulo. O rádio – veículo e também linguagem - é o principal personagem desta produção experimental que aproxima de maneira improvável textos de Marshall Mcluhan e Samuel Beckett. 
Destaque para depoimentos do radialista Fausto Macedo e do compositor H. J. Koellreutter, além de intrerpretações brilhantes de Hélio Vaccari e Fernando Uzeda.
A introdução está na voz de Regina Porto, grande expoente da radioarte no país, cujo incentivo foi fundamental para a realização desta peça.</description>
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 <title>ESTRANHA BATUCADA - Graham Fitkin</title>
 <pubDate>2007-02-16 00:00:00</pubDate>
 <description>HOOK - ESTRANHA BATUCADA - Nesta edição trago &quot;Hook&quot;,  uma eletrizante peça para marimbas e diversos tipos de tambores. Essa composição foi escrita  nos anos 90 pelo britânico Graham Fitkin, um discípulo do compositor holandês Louis Andriessen. Fitkin nasceu na Cornualha em 1963, e tem se firmado no cenário musical britânico por sua música rítmica, altamente energética, e certamente pós-moderna. O jovem compositor flerta livremente com o rock e o jazz - e já compôs até uma peça orquestral inspirada nos gols do jogador brasileiro Bebeto. A peça que ouviremos agora tem seduzido percussionistas do mundo inteiro, inclusive do Brasil.
A interpretação é do conjunto Bash.
Mais informações sobre esse músico você encontra no blog: musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>TOM JOBIM - 80 ANOS - Antonio Carlos Jobim e Gilberto Mendes</title>
 <pubDate>2007-01-25 00:00:00</pubDate>
 <description>TOM JOBIM E ULYSSES EM COPACABANA SURFANDO COM JAMES JOYCE E DOROTHY LAMOUR [ Edição Sem Palavras ] – SET LIST que aproxima composições de dois grandes mestres da música brasileira: o carioca universal ANTONIO CARLOS BRASILEIRO JOBIM (1927-1994) e o santista GILBERTO MENDES (1922). A uni-los aqui, a desenvolta mescla de elementos da tradição clássica e da popular; o amor a Villa-Lobos; o flerte com a canção americana; a economia de meios; a escrita camerística; a batida sincopada da bossa-nova e a praia. 
INTERSECÇÕES POSSÍVEIS em trajetórias muito distintas: o maestro TOM JOBIM, um dos mais sofisticados criadores da música popular brasileira, e o vanguardista MENDES, talvez o mais &quot;antenado&quot;, o mais &quot;arejado&quot; de nossos compositores contemporâneos (homem da vanguarda, um entusiasta do estruturalismo, politicamente engajado, de humor inteligente e certo sentimentalismo schumanniano, administrado em pequenos gestos sutilmente repetidos). 
Curiosa ironia, JOBIM estudou com Koellreutter, MENDES não. 
Na ordem de apresentação: 1. MEU AMIGO RADAMÉS (grav. 1994) - Antonio Carlos Jobim (piano Tom Jobim, flautas Paulo Guimarães, clarinete Edu Morelenbaum, vocais, Elizabeth Jobim e Paula Morelenbaum, músicos solistas e orquestra de cordas)..... 2. VIVA VILLA (1987) - Gilberto Mendes (piano Sylvia Maltese)..... 3. SURFBOARD (grav. 1994) - Antonio Carlos Jobim (piano Tom Jobim, músicos solistas e orquestra de cordas)..... 4. ULYSSES EM COPACABANA SURFANDO COM JAMES JOYCE E DOROTHY LAMOUR (1988) - Gilberto Mendes (The North/South Chamber Orchestra, regência Max Lifchitz).</description>
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 <title>STRAVINSKY AU FUTUR - Henri Pousseur et Musiques Nouvelles</title>
 <pubDate>2007-01-11 00:00:00</pubDate>
 <description>STRAVINSKY NO FUTURO [ OU A APOTEOSE DE ORFEU ] - IMPROVISAÇÃO E MÚSICA ELETRÔNICA - “Stravinsky no Futuro”, criação coletiva  do Ensemble “Musique Nouvelles”. 

Realizada em 1971, a peça é uma homenagem à linguagem musical de Igor Stravinsky (1882-1971) -  uma espécie de caleidoscópio sonoro no qual fragmentos melódicos e gestos harmônicos do mestre russo são recombinados num ambiente totalmente novo. Opera-se uma verdadeira transmutação musical, dando-nos a sensação de que, em Stravinsky, passado, presente e futuro encontram-se como que unificados.

Emblemática do período em que foi criada, a peça comporta improvisação e intervenções eletrônicas, a partir de um esquema estrutural pré-determinado. 

“Stravinsky no Futuro” ou “A Apoteose de Orfeu” teve como principais artífices o renomado compositor belga Henri Pousseur e dois músicos  mais jovens, Pierre Bartholomée e  Philippe Boesman. 

A obra contou ainda com contribuições criativas de excepcionais solistas, como o oboísta Evert van Tright e os irmãos Barthold, Sigiswald e Wieland Kuijken (respectivamente à flauta, à viola e ao cello). 

A gravação foi editada originalmente em Lp da Harmonia Mundi. 
Mais informações sobre essa peça você encontra no blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>EVENING STAR - Brian Eno | Robert Fripp</title>
 <pubDate>2006-12-29 00:00:00</pubDate>
 <description>OUVIR ESTRELAS [ GUITARRAS E PEDAIS ] - Para esta última edição de 2006, selecionei duas faixas dos mestres ingleses BRIAN ENO e ROBERT FRIPP. Essa dupla é responsável por uma das parcerias mais notáveis do rock experimental. As peças escolhidas são: “Wind on Water” e “Evening Star”, ambas de 1975.  Elas formam uma seqüência musical orgânica de delicado contraste: a primeira peça surge aos poucos, estabelecendo-se como ambiência, como uma espécie de aurora boreal sonora – um belo exemplo de impressionismo musical realizado com recursos eletrônicos. Já faixa que se segue, “Evening Star” apresenta um hipnótico motivo na guitarra construído sobre uma pulsação irregular. Um toque impessoal, disciplinado, robótico. Sobre essa base cristalina, sem distorções, Robert Fripp desenvolve solos de grande lirismo, com direito a momentos de certa tensão esquizofrênica – marca registrada deste grande guitarrista, líder da histórica banda de rock King Crimson.
...

&quot;Eno aprendeu da repetitiva americana a trabalhar com recursos de tape mas ousou ir mais longe: foi aos sintetizadores, e à vasta parafernália que só os músicos do rock dominavam (do mercado progresivo da eletrônica: como pedais, câmaras de eco, computadores, samplers). (...) Nos seus encontros com Fripp, e prefiro os duos &quot;No Passyfooting&quot;e &quot;Evening Star&quot; Eno deixa solar Fripp naquele seus estilo admirável (...), as repetições ora são homogêneas (exemplo: o echo repete tout court a figura) ora são heterogêneas ( o tape-delay a a figura) - mas estas repetições não são independentes (unidades de sintaxe) mas formulam o emocionante movimento da repetição (uma linguagem) - JORGE LIMA BARRETO. In: MÚSICA MINIMAL REPETITIVA (Lisboa).
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 <title>PEÇA RADIOFÔNICA: DOSTOIEVSKI - Roberto D'Ugo Jr | Adriana Cotias</title>
 <pubDate>2006-12-24 00:00:00</pubDate>
 <description>A ÁRVORE DE NATAL NA CASA DE CRISTO [ Uma Leitura Radiofônica do conto de Fiódor Dostoiévski  - 1997 ].
Posso dizer que o interesse maior da peça está numa idéia simples e um tanto arriscada: intercalar a narrativa original de Dostoiévski com depoimentos de meninos de rua da Praça da Sé. Uma fusão intuitiva e experimental de ficção e documentário – algo próximo ao formato radiofônico conhecido como “feature”. 

Mais informações sobre esta peça, você encontra no blog: www.musicadiscreta.blog.uol.com.br.</description>
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 <title>BERLIN ALEXANDERPLATZ - Fassbinder | Peer Raben</title>
 <pubDate>2006-12-14 00:00:00</pubDate>
 <description>FASSBINDER [ BERLIN ALEXANDERPLATZ ] - Inesquecível, o melancólico tema composto por PEER RABEN para &quot;Berlin Alexanderplatz&quot; - o mais ambicioso projeto cinematográfico de RAINER WERNER FASSBINDER (1946-1982). Gaita de boca, som de realejo e um assovio: nas calçadas de Berlin ecoa um leitmov de Wagner. (...) Natural da Baviera, assim como Fassbinder, Peer Raben nasceu em julho de 1940. Formado em musicologia, é também ator e diretor. Raben foi o único compositor a gozar da confiança do polêmico cineasta. Apaixonado por Brahms, compõe sua música dramática a partir de leque variado de referências: a canção popular (urbana e folclórica), a tradição clássica, incluindo-se aí a ópera, além de timbres e densidades harmônicas próprios da música contemporânea. De algum ponto entre a arte de Nino Rota e Ennio Morricone, o músico alemão projeta-se como notável criador de imagens sonoras. Irônico, exageradamente lírico, absurdamente heróico, seu discurso musical é com freqüência comovente em sua natural simplicidade. Mais que personagem ou complemento psicológico da ação dramática, a música de Raben é um elemento indissociável ao amargo imaginário fílmico de Fassbinder. Drama lírico disfarçado de Muzak. @@@ NESTA EDIÇÃO: Tema de Franz Biberkopf, de &quot;Berlin Alexanderplatz&quot; (1979/1980); Serenata, de &quot;O Direito do Mais Forte&quot; (1974); A ajuda de Maria, de &quot;A viagem de Niklashaus&quot; (1970); Tentação, de &quot;Bolwieser&quot; (1977). @@@ DUAS CITAÇÕES EXTRAÍDAS DE UM CATÁLOGO DA RETROSPECTIVA R. W. FASSBINDER, REALIZADA EM SP PELO GOETHE-INSTITUT, 1992: &quot;A morte [ prematura de Fassbinder ] conferiu uma nova dimensão à lenda que já se havia desenvolvido em torno dele - como a morte de um jovem poeta, astro de cinema ou cantor pop. Muitos eram de opiniãode que ele próprio tinha se matado, o que conferia com a realidade apenas na medida em que sua vida toda foi auto-destrutiva. Ele sempre trabalhou demais, comeu demais, bebeu demais, fumou demais, ingeriu drogas, soníferos e estimulantes demais, e viveu, portanto, constantemente, contra a própria saúde. Mas o fez na esperança irracional de poder agüentar tudo.&quot; - Ronald Hayman, 1985. @@@ &quot;Com seus 40 filmes, R. W. Fassbinder é não apenas um dos mais prolíficos, mas também um dos mais controvertidos cineastas da Alemanha. A discussão a respeito da série de TV Berlin Alexanderplatz, marcada, por um lado, pelo escândalo hipócrita e pelo vitupério agressivo por causa do pretenso ataque ao 'bom gosto' e, pelo outro lado, por elogiosas rejubilações, deu exemplos bem claros desta situação.&quot; - Wolfgang Limmer, 1980. [Tradução dos excertos reproduzidos acima: George Bernard Sperber].</description>
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 <title>FORGETTING - Friedrich Nietzsche| Alvin Curran | Philip Glass | Laurie Anderson</title>
 <pubDate>2006-12-01 00:00:00</pubDate>
 <description>INSÔNIA É MÚSICA [ LIVRE ASSOCIAÇÃO ] - O poema O BARCO MISTERIOSO, de Nietzsche - em tradução de Paulo César de Souza - , e a canção FORGETTING, de Philip Glass, com letra de Laurie Anderson.
[ &quot;Insônia é Música&quot;, disse-me uma amiga ] Os textos: 
ONTEM À NOITE, QUANDO TUDO DORMIA / E O VENTO, COM LAMENTOS / INDECISOS, PELAS VIELAS CORRIA, / NÃO ME DAVA REPOUSO O TRAVESSEIRO / NEM A PAPOULA, NEM O QUE NORMALMENTE / DÁ SONO PROFUNDO - A CONSCIÊNCIA TRANQÜILA.
[...] [...] [...]
UM HOMEM ACORDA AO SOM DA CHUVA, / DE UM SONHO COM SUAS AMANTES, / QUE PASSAM PELO SEU QUARTO./ ELAS PASSAM, ESTAS AMANTES, / SEM JAMAIS TOCÁ-LO / ELAS [ SILUETAS ] MOVEM-SE PELO QUARTO. / O HOMEM ESTÁ ACORDADO AGORA./ ELE NÃO CONSEGUE MAIS DORMIR. / ASSIM, ELE REPETE ESTAS PALAVRAS, / UMA E OUTRA VEZ MAIS: / BRAVURA. BONDADE. CLAREZA. / HONESTIDADE. COMPAIXÃO. GENEROSIDADE. / BRAVURA. HONESTIDADE. / DIGNIDADE.
[...]
Música incidental: Songs And Views Of The Magnetic Garden - Alvin Curran (1973/1993).
SAIBA MAIS SOBRE ESTE PROGRAMA, VISITE O BLOG: http:musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>MUSIC IN 12 PARTS - Philip Glass</title>
 <pubDate>2006-11-25 00:00:00</pubDate>
 <description>FETICHISMO ANALÓGICO 
[ MÚSICA EM 12 PARTES ] - Devo confessar que nos últimos anos desfiz-me de muitos dos meus LPs. Não tenho uma boa pickup e, bem, sempre há aqui em casa uma demanda por mais espaço para o material de limpeza, etc.  Mas, nem tudo foi perdido e alguns eleitos permanecem em minha prateleira. Um deles é o LP com as duas primeiras partes de “Música em 12 Partes”, do americano Philip Glass. Gosto muito desse disco de 1974. Nos anos 90 “Música em 12 Partes” foi regravada pelo Philip Glass Ensemble e lançada em CD. O problema é que muito da bela sonoridade original havia se perdido com a virtuosística nova versão digital. Felizmente, dia desses encontrei na Web um mp3 de boa qualidade com o áudio extraído de um LP. Esse é o conteúdo deste podcast: “Música em 12 Parts – Parte  1”.  Um peça minimalista, sem dúvida, mas extremamente lírica e poética dentro de sua rigorosa economia de meios. Preste atenção e perceba como essa música influenciou diretamente o techno/rock de bandas como o grupo alemão Kraftwerk. No final desta edição: DEPOIMENTO DE PHILIP GLASS.</description>
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 <title>THE KISS - Michael Nyman [ NOVO ]</title>
 <pubDate>2006-11-11 00:00:00</pubDate>
 <description>O BEIJO KITSCH [ VERSÃO REVISTA ] - O dueto vocal The Kiss, O Beijo, de Michael Nyman foi composto em 1985 para uma vídeo-arte encomendada pelo Channel Four. A trilha que Nyman compôs para as intervenções do artista plástico Paul Richards, sobre imagens captadas em vídeo, utiliza como letra uma colagem de textos sobre arte, com destaque para um fragmento do século 15 que diz o seguinte:

“Imagens foram introduzidas porque muitas pessoas não conseguem reter na memória o que ouvem, mas elas se lembram se vêem imagens”. 

Aparentemente uma apologia à cultura do olhar em detrimento da cultura do ouvir, essa frase na verdade carrega uma grande ironia: ela se refere à introdução de pinturas religiosas que se destinavam originalmente  às pessoas não instruídas, incapazes de entender ou memorizar os textos bíblicos. 

Musicalmente, The Kiss trabalha com clichês, gestos habituais da canção pop e da ópera. Há aqui certa correspondência entre música e  “pop art”: um curioso dueto estruturalista construído sobre a nância de dois cantores originários de tradições musicais completamente diferentes: um barítono clássico e uma voz feminina tipicamente popular.</description>
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 <title>MESSAGE IN A BOTTLE # 1 - Joe Hisaishi | David Bowie | Brian Eno | Philip Glass</title>
 <pubDate>2006-10-26 00:00:00</pubDate>
 <description>PANDORA'S DREAM - Seleção Musical que reúne temas com afinidades musicológicas - no caso, densa atmosfera eletrônica: escura e melancólica, harmonia estática, melodias repetitivas criadas a partir de simples intervalos, andamento lento pontuado por um walking bass interrogativo em sua reiterada trajetória, sempre incompleta. I - JOE HISAISHI (tema do filme DOLLS, de Takeshi Kitano, 2002). II - DAVID BOWIE e BRIAN ENO (Subterraneans, faixa do LP LOW, 1977). III - PHILIP GLASS (Subterraneans, movimento da SINFONIA LOW, sobre música de BOWIE e ENO, 1993).
@@@ &quot;O disco [LOW, de Bowie e Eno] consistia numa série de canções e faixas instrumentais e empregava técnicas semelhantes aos procedimentos usados por compositores que estavam trabalhando na chamada música nova. Dessa forma, esse disco foi muito apreciado por músicos que trabalhavam tanto no campo da música 'pop' como na música experimental tornando-se um marco daquele período&quot; - PHILIP GLASS.
@@@

Saiba mais sobre este set list - visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>MEMORY SONG - Meredith Monk</title>
 <pubDate>2006-10-12 00:00:00</pubDate>
 <description>MEMORY SONG [ CANÇÃO DA MEMÓRIA ] - Meredith Monk (1987). 
Paisagens sonoras da infância preservadas em recriação lírica. Meredith Monk põe a funcionar um delicado carrossel da memória: árvores, pássaros, (um pequeno cão), futebol... eu me esqueci, você se lembra?

VOZES: Andrea Goodman, Naaz Hosseini, Meredith Monk. TECLADOS: Wayne Hankin, Nurit Tilles (integrante do Steve Reich &amp; Musicians). VIOLINO: Naaz Hosseini


Saiba mais sobre essa peça. Visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>CHE : HOW ARE YOU? - Stan Hanson</title>
 <pubDate>2006-10-10 00:00:00</pubDate>
 <description>Text-sound: Texto-som é um tipo de poesia sonora. No final dos anos 60 e início dos anos 70, Estocolmo foi sede de um festival internacional de composições de texto-som. Esse evento anual rendeu um importante acervo de gravações, hoje disponíveis em antologias editadas, por exemplo, pela phono suécia. Curiosamente, num panorama do texto-som traçado pelo poeta norte-americano Richard Kostelanetz, não há qualquer menção a rica e variada produção escandinava. 
No Música Discreta de hoje, apresento pequenas peças de texto-som da suécia. Mas antes, para que possamos entender um pouco mais a idéia do texto-som, recorro às definições de Kostelanetz, presentes no livro Poesia Sonora, organizado pelo saudoso Philadelpho Menezes.

Kostelanetz diz o seguinte: 

Contrapondo-se ao texto impresso, que se lê com o olho, o texto-som é sonorizado, e lido com o ouvido. Nesta edição: CHE e HOW ARE YOU?, do sueco Stan Hanson.</description>
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 <title>NO SE MATA LA JUSTICIA ! - Jorge Antunes</title>
 <pubDate>2006-10-09 00:00:00</pubDate>
 <description>NO SE MATA LA JUSTICIA! - Elegia Violeta Para Monsenhor Romero (1980). A obra é dedicada à memória do arcebispo de San Salvador (El Salvador), D. Oscar Arnulfo Romero, que foi assassinado em março de 1980 por radicais de direita. O coro infantil recita e canta textos de Don Romero, dos Salmos de David, assim como outros textos condenando a violência e a injustiça social, extraídos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e de escritos de Che Guevara, Naji Alush e Vassili Vassilikos - JORGE ANTUNES.

A última parte da peça apresenta uma dolorosa cantilena construida sobre denso e envolvente ostinato nas vozes infantis. (Com recursos convencionais, Antunes evoca manipulações eletrônicas em tape-loop.) A obra termina com um gesto de grande dramaticidade: o protesto de Don Romero repetido enfaticamente pelas bocas de dezenas de crianças: &quot;No se mata la justicia!&quot;</description>
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 <title>PSEUDO-ELETROACUSTICA - Tim Rescala</title>
 <pubDate>2006-09-30 00:00:00</pubDate>
 <description>HUMOR DE VANGUARDA [ CLICHE MUSIC III ] - Uma obra-prima do humor musical erudito. Duas composições: PSEUDO-MUSICA ELETROACUSTICA e MUSICA VOCAL SOBRE TEXTO CONCRETISTA DE AUTOR BRASILEIRO.</description>
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 <title>DOLMEN MUSIC - Meredith Monk</title>
 <pubDate>2006-09-26 00:00:00</pubDate>
 <description>PRE-HISTORIA [ XAMANISMO E GLOSSOLALIA ] - De onde surgiu a lógica na mente humana? Certamente do ilógico, cujo domínio deve ter sido enorme no princípio - FRIEDRICH NIETZSCHE. (...) A glossolalia traz a ambigüidade da racionalidade e da incompreensibilidade. Ela é uma língua que ninguém entende, e que seria, pretensamente, uma língua de Deus - IVAN BYSTRINA.
Nesta Edição: DOLMEN MUSIC, da compositora e performer norte-americana MEREDITH MONK. Um clássico do minimalismo vocal (1979). SAIBA MAIS, VISITE O BLOG::::::: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>CLICHE MUSIC II - Tim Rescala</title>
 <pubDate>2006-09-10 00:00:00</pubDate>
 <description>Uma pequena amostra dos diversos tipos de utilizações dos clichês na música contemporânea. Aprenda a utilizá-los com perfeição e você poderá ser também um compositor de vanguarda. Você que não tem talento, não se preocupe em aprender: faça já o seu clichê! - TIM RESCALA</description>
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 <title>CLICHE MUSIC I - Tim Rescala</title>
 <pubDate>2006-09-10 00:00:00</pubDate>
 <description>HUMOR - Nesta edição, damos início a audição de &quot;CLICHÉ MUSIC&quot; (1985), uma bomba fonográfica de Tim Rescala. O compositor simplesmente implode o bastião de sisudez da música erudita contemporânea. Cliché Music é uma crítica irreverente e bem-humorada ao universo da música de alto-repertório. Neste programa: &quot;MÚSICA PARA BIENAIS&quot; e &quot;AMOR COMUNISTA&quot;. Saiba mais, visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>PING-PONG - Computer Jockeys | Jocy de Oliveira</title>
 <pubDate>2006-09-02 00:00:00</pubDate>
 <description>PING-PONG  [ Música Eletrônica Popular e Erudita ] Seleção baseada na sonoridade (lúdica) das bolas de ping-pong. Duas abordagens distintas: uma cinética e rítmica (icônica/indicial); a outra meditativa, experimental, quase terapêutica (simbólica). Primeiro, “Ping-pong” (1999),  música eletrônica dançante da dupla alemã COMPUTER JOCKEYS. Depois, “Wave Song” (1977/81), da brasileira JOCY DE OLIVEIRA. Entre uma e outra, uma breve ponte sonora de KARLHEINZ STOCKHAUSEN (1960).</description>
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 <title>DANÇAS REAIS E IMAGINÁRIAS - André Mehmari</title>
 <pubDate>2006-08-28 00:00:00</pubDate>
 <description>PONTES ESTILÍSTICAS [ A ORQUESTRA EM VERSÃO MIDI ] -A Suíte de Danças Reais e Imaginárias de ANDRÉ MEHMARI, 29, foi escrita no final de 2005, a partir de um tema do compositor barroco Henry Purcell. A peça foi encomendada pela OSESP para o concurso internacional de regência de 2006. São nove miniaturas contrastantes que dialogam livremente com um prelúdio extraído do quinto ato de The Fairy Queen. Não se trata de um tema e variações, mas sim de um delicioso “baile fantástico”, com direito a algumas “pontes estilísticas” e uma incursão pelo universo literário: as três danças “imaginárias”, Trégua, Catala e Espera, vêm das “Histórias de Cronópios e Famas” do escritor argentino JÚLIO CORTÁZAR. Saiba mais sobre esta recente composição do multiinstrumentista ANDRÉ MEHMARI: visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>WILLIAMS MIX - John Cage</title>
 <pubDate>2006-08-25 00:00:00</pubDate>
 <description>HAPPY NEW EARS - Acho que John Cage (1912-1992) não se importaria com a seguinte observação: ao ouvir o registro de uma apresentação pública de “Williams’ Mix”, sua primeira composição para fita magnética, confesso que apreciei, sobretudo, a reação da platéia -- manifestação espontânea que possui a aura excitante das apresentações polêmicas, dos escândalos culturais. “Williams’ Mix” foi composta em 1952 e leva às últimas conseqüências os procedimentos de seleção e colagem de sons da TAPE MUSIC. Na estréia foram utilizados 4 gravadores “estéreo” e  8 alto-falantes. “Williams Mix” é um exemplo pioneiro de arte experimental baseada na combinação de técnica, rigor metodológico e indeterminação.
Saiba mais e veja a partitura: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>CONFERÊNCIA SOBRE O NADA - John Cage</title>
 <pubDate>2006-08-13 00:00:00</pubDate>
 <description>SILÊNCIO - &quot;Eu não tenho nada a dizer e estou dizendo e isto é poesia como eu quero&quot; - 'Conferência sobre o Nada',  JOHN CAGE. Tradução: Augusto de Campos. Nesta edição, duas obras do compositor norte-americano - 'Seventy-Four', 1992, e 'Sonata V', para piano preparado, 1948 - e fragmento final da conferência 'Composition in Retrospect' (1981), lida por John Cage em 8 de março de 1982; Beverly Hills, California.
Saiba mais: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>SOM DA AURA - Hermeto Pascoal [ NOVO ]</title>
 <pubDate>2006-08-12 00:00:00</pubDate>
 <description>A MÚSICA DA FALA [ nova versão + radiofônica ] Vamos ouvir &quot;O SOM DA AURA&quot; com os ouvidos de HERMETO PASCOAL?  O músico alagoano define &quot;o som da aura” com muita simplicidade: o que chamamos de fala para ele é canto. Desde criança, Hermeto percebe a fala como canto e toca o que escuta. Para ele, “o som da aura” é uma tradução musical da energia existente no som de cada pessoa. Os instrumentos imitam a melodia da fala. Enfim, está tudo lá, na voz de cada pessoa. Na trilha do documentário &quot;A Pessoa é para o Que Nasce&quot;, 2003, Hermeto põe em relevo a fala de três irmãs cegas. Ele fornece um comentário instrumental quase que simultâneo a enunciação de suas histórias. Ainda nesta edição, as vozes de OSMAR SANTOS, COLLOR DE MELLO, ALINE MORENA e MARIO LAGO. Saiba mais sobre &quot;O som da aura&quot;, visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <item>
 <title>LAMENTOS E ERUPÇÕES - Giovanni Sollima</title>
 <pubDate>2006-07-25 00:00:00</pubDate>
 <description>FUROR E LIRISMO - O cellista e compositor siciliano GIOVANNI SOLLIMA (1962) é influênciado pelo minimalismo e pela música étnica de várias culturas do Mediterrâneo. Nesta edição, temos a participação especial do encenador americano ROBERT WILSON, a recitar texto de CHRISTOPHER KNOWLES. Sobre SOLLIMA: &quot;Sulla base di una profonda preparazione classica, nasce così lo stile inconfondibile di Sollima, che nelle sue creazioni si avvale dell’utilizzo di strumenti acustici occidentali ed orientali, di strumenti elettrici ed elettronici, e di altri di sua invenzione.&quot;
Conheça mais sobre este músico italiano, visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>JESUS' BLOOD - Gavin Bryars | Tom Waits</title>
 <pubDate>2006-07-22 00:00:00</pubDate>
 <description>A CANÇÃO DE UM MENDIGO - 
&quot;O sangue de Jesus nunca me faltou / Disso eu sei muito bem / Porque ele me ama demais...”

Esta é a letra de “Jesus’s Blood Never Failed Me Yet”, de Gavin Bryars  uma das mais singelas e comoventes criações da música contemporânea. 

Lançada em disco em 1975, “Jesus’s Blood” trata com dignidade e invenção questões universais como: abandono, fé, resignação e otimismo.
 
Uma canção religiosa entoada por um velho mendigo. O take foi gravado em 1971, durante as filmagens de um documentário sobre moradores de rua de Londres.

Temos aqui a gradual corporificação de uma existência miserável, capturada naquilo que Roland Barthes chamou de o &quot;grão&quot; da voz. 

A versão mais recente da peça (com quase 75 minutos de duração) traz a participação especial do cantor americano TOM WAITS.

No encarte do CD, o compositor escreveu o seguinte: “Embora o velho mendigo tenha morrido antes de ouvir o que eu fiz com seu canto, esta peça permanece como uma sincera homenagem a seu espírito. Apesar de eu não compartilhar do simples otimismo de sua fé, continuo tocado pela memória do meu primeiro encontro com a humanidade de sua voz&quot;. 

Saiba mais sobre esta peça. Visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <item>
 <title>MÚSICA PARA BAQUETAS, ETC. - Steve Reich</title>
 <pubDate>2006-07-12 00:00:00</pubDate>
 <description>AQUARISMO - Inspirado pela contemplação de um aquário ornamental, em um restaurante de frutos do mar da Bela Vista, selecionei para esta edição um clássico da música minimalista: “Música para instrumentos de baquetas, vozes e órgão”. Nesta delicada composição de 1973, o americano Steve Reich exibe um frescor jazzístico raramente encontrado em suas composições mais recentes. 

Aqui, a hiperatividade de rápidas células rítmicas convive com a aparente imobilidade de acordes que aos poucos vão sendo dilatados, alongados, transformando-se em verdadeiras âncoras harmônicas. Nessa peça, a escuta é constantemente estimulada por uma espécie de ilusionismo sonoro que parece brincar com nossa percepção. A pergunta que logo surge é a seguinte: o que de fato está ocorrendo na música? 

Os efeitos psicoacústicos da partitura são reforçados pelo sutil improviso de vozes sobre os motivos resultantes da trama percussiva: pequenas células se formam, se transformam e, subitamente, dão lugar a outros cenários, novas texturas em constante transformação orgânica. 
Saiba mais sobre esta obra, visite o blog: http:/musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <item>
 <title>EU ADORO ESTUDAR PIANO, MAS ÀS VEZES... - Tim Rescala</title>
 <pubDate>2006-07-11 00:00:00</pubDate>
 <description>HUMOR - Humor na Música Clássica é coisa rara. O quadro é ainda mais grave no complexo universo da música contemporânea, repleto de pretensões conceituais. 

Felizmente, há sempre exceções, como o compositor fluminense Tim Rescala. Nascido em 1961, Tim é um artista de múltiplos talentos e fina ironia. Pertence a uma histórica linhagem de poucos criadores que não temem os efeitos do riso,  gente como Mozart, Rossini, Saint-Saens, Eik Satie, Charles Ives, John Cage e, muito mais próximo de nós, o santista Gilberto Mendes. 

Pois bem, o humor e a metalinguagem são os temas desta edição do “Música Discreta”, que apresenta, a seguir, um breve sketch de teatro musical de Tim Rescala. 

Composto em 1989, um “Estudo para Piano”, é um hilariante convite à escuta psicanalítica.  A peça explora a relação ambivalente de uma estudante de piano e seu instrumento. De quebra, Tim Rescala utiliza o enredo para realizar um pequeno passeio pela história da música. Conforme a neurose da pianista vai sendo revelada, passamos da harmonia clássica ao perturbador universo atonal do século XX. A peça encerra-se em tom melodramático, de reconciliação tonal, com uma exorbitante declaração de amor ao instrumento de Chopin.

A interpretação é da excelente pianista e atriz Maria Tereza Madeira. 

Saiba mais sobre esta peça. Visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>VITA NOVA - Gavin Bryars | Steve Reich</title>
 <pubDate>2006-07-07 00:00:00</pubDate>
 <description>VIDA NOVA - Música para DANTE e WITTGENSTEIN. I - Uma composição silenciosa e estática que nos remete ao universo filosófico e espiritual da Idade Média. Trata-se de uma música baseada em textos do poeta florentino do século 13, DANTE ALIGHIERI. Falamos de “Incipit Vita Nova”, música do compositor inglês GAVIN BRYARS escrita em 1989. para celebrar o nascimento de uma menina chamada Vita, ou Vida, em latim.

Da vida de Dante sabemos pouco, e tudo o que sabemos pode ser extraído de suas obras, especialmente da Vita nuova e da Comédia. Dante compôs a Vita Nuova entre 1283 e 1292. Nessa obra, escrita em dialeto toscano, o poeta canta e exalta a beleza e a virtude de sua dama, Beatriz.

A composição de Bryars utiliza apenas aquelas curtas frases que, no texto, aparecem em latim, ao invés do italiano. 
A peça é escrita para contratenor e trio de cordas.

II - Outra música contemporânea de caráter arcaizante: “Proverb” (“Provérbio”), composição do americano STEVE REICH para 5 vozes, vibrafones e órgãos elétricos. 

A peça é inspirada na música do século 12, especialmente na do mestre Perotin, da Escola de Notre Dame de Paris. Reich trabalha aqui com um pequeno texto de LUDWIG WITTGENSTEIN, escrito em 1946.

O provérbio do filósofo austríaco é o seguinte: “How small a thought it takes to fill a whole life!”. Bem, nossa tradução aproximada é “Como um pequeno pensamento basta para preencher toda uma vida!”. Esse curto texto vem de uma coletânea de notas de Wittgenstein intitulada &quot;Cultura e Valor&quot;.

Saiba mais sobre as músicas apresentadas neste programa, visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>ATTICA - Frederick Rzewski</title>
 <pubDate>2006-06-26 00:00:00</pubDate>
 <description>REBELIÃO - Em setembro de 1971, internos do presídio de Attica, no Estado de Nova Iorque, se rebelaram e conseguiram capturar parte da instituição. Vários guardas foram feitos reféns. A principal reivindicação dos presidiários amotinados era o direito de “serem tratados como seres humanos”. 

Depois de vários dias de negociações frustradas, o governador Nelson Rockfeller ordenou a entrada de tropas para retomar o presídio pela força. 

A ação violenta do estado foi justificada com o argumento de que as vidas dos reféns estavam em perigo. Quarenta e três pessoas perderam suas vidas na invasão, incluindo diversos reféns. Os sangrentos confrontos em Attica deram início a um importante debate na sociedade norte-americana.

Um dos líderes da rebelião era Richard X. Clark. Em 8 de fevereiro de 1972, Clark foi posto em liberdade. Quando o carro que o levava a Buffalo cruzou os limites do vilarejo de Attica, foi-lhe perguntado como se sentia ao deixar Attica para trás.  Ele apenas respondeu: “Attica está a minha frente”.  Esse é o texto da música que ouviremos a seguir: “ATTICA”, do compositor norte-americano Frederick Rzewski. 

Saiba mais sobre esta obra. Visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>MR SMITH IN RHODESIA - Ake Hodell</title>
 <pubDate>2006-06-15 00:00:00</pubDate>
 <description>APARTHEID - Uma composição eletroacústica da Suécia: MR SMITH IN RHODESIA (SR. SMITH NA RODÉSIA). 

A peça foi composta em 1970, pelo poeta, músico e escritor, AKE HODELL, um piloto veterano da segunda guerra mundial. 

MR. SMITH é uma impactante composição politicamente engajada.  A obra denuncia o regime racista da então Rhodesia, uma ex-colônia britânica, que é hoje o Zimbábue. 

O Mr. Smith do título da música é  o SR. IAN SMITH, primeiro ministro da Rhodesia. Ele representa a opressão branca num país recém-independente de maioria negra. 

A peça é estruturada através de um processo de montagem. É musica eletroacústica construída com recursos técnicos e expressivos do rádio, mas com grande influência da linguagem cinematográfica. 

Com uma proposta estruturalista o compositor joga com um repertório limitado de signos sonoros: helicópteros, crianças em sala de aula sendo doutrinadas por um professor branco de inglês impecável, um cão feroz e  apito de advertência. 

A segunda parte da peça desconstrói o discurso anterior e dá voz aos rebeldes negros.

Saiba mais sobre esta peça. Visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>MY NAME IS OONA - Steve Reich | Gunvor Nelson</title>
 <pubDate>2006-05-20 00:00:00</pubDate>
 <description>RARIDADE - Música eletrônica do mestre minimalista Steve Reich. Trilha Sonora. Música Concreta. Áudio documentário que registra, de maneira onírica, fragmentos de um ambiente sonoro doméstico.

Manipulações de fita magnética, TAPE LOOPINGS. 

A menina Oona diz seu nome. Sua fala é repetida e a inflexão de sua voz é transformada, adquirindo ressonâncias fantasmagóricas.

Ela recita os dias da semana, conversa com um adulto (seu pai?). 

A peça encerra-se com o que parece ser uma canção de ninar escandinava.

&quot;My Name is Oona&quot; é a trilha sonora de Curta-metragem  homônimo dirigido pela cineasta sueca Gunvor Nelson (1969). Experimento embrionário com fala pré-gravada em fita magnética; técnica posteriormente aprimorada pelo compositor com o uso de samplers, em obras dos anos 80 e 90, como &quot;Different Trains&quot;, &quot;The Cave&quot; e &quot;City Life&quot;. 

Em relação a &quot;It's Gonna Rain&quot;  (1965) e &quot;Come out to Show Them&quot; (1966), a peça &quot;My Name is Oona&quot; é um divertimento --menos estrita quanto ao processo de manipulação, menos econômica em termos do material sonoro utilizado.

Saiba mais sobre esta peça. Visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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 <title>[Trilha sonora sem locução] ESTRANHO NO NINHO - Roberto D'Ugo</title>
 <pubDate>2006-05-17 00:00:00</pubDate>
 <description>HIPNÓTICO - Trilha sonora para instalação realizada por alunos da FAAP em 1990. ÁUDIOARTE de Roberto D'Ugo Jr inspirada em poema concreto homônimo de Marcos Gross: uma folha datilografada repleta de números 6. Em um canto, à direita, um solitário número 9 esquiva-se do leitor.
 
Peça de áudio finalizada nos estúdios da Cultura FM de São Paulo. SILÊNCIO. Pequenos fragmentos existenciais circulam estereofonicamente em eterno retorno. Uma MENSAGEM CIFRADA enviada ao espaço. Vozes manipuladas em TAPE LOOP; rolos de fita que passeiam por cabeças de 3 GRAVADORES ANALÓGICOS, reverberações e ruídos de ESTÁTICA (OC). Realimentações e mixagens em tempo real. 

Melancólica composição minimalista tocada em teclado de brinquedo CASSIO gravada em fita K-7 na acústica brilhante de um banheiro azulejado (my old bathroom). ARTE POVERA.

Saiba mais sobre esta peça. Visite o blog: http://musicadiscreta.blog.uol.com.br</description>
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